18 de dezembro de 2009
17 de dezembro de 2009
16 de dezembro de 2009
12 de dezembro de 2009
10 de dezembro de 2009
Dia Internacional dos Direitos Humanos
"Chase the Tear" by Portishead
Para a Amnestia Internacional
Download em http://www.amnesty.org.uk/content.asp?CategoryID=11755
7 de dezembro de 2009
1 de dezembro de 2009
aMUSEd
I won't stand in your way
Let your hatred grow
And she'll scream and she'll shout
And she'll pray
And she had a name
Yeah she had a name
I won't hold you back
Let your anger rise
And we'll fly and we'll fall and we'll burn
No one will recall, no one will recall
This is the last time I'll abandon you
And this is
The last time I'll forget you
I wish I could
Look to the stars
Let hope burn in your eyes
And we'll love and we'll hate
And we'll die
All to no avail, all to no avail
This is the last time I'll abandon you
And this is
The last time I'll forget you
I wish I could
30 de novembro de 2009
26 de novembro de 2009
18 de novembro de 2009
15 de novembro de 2009
8 de novembro de 2009
“Dá pela graça de solidão”
O Senhor do Adeus. João Manuel Serra. 78 anos.
“Tudo isto é solidão? Essa senhora é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias de casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente.
Como noutros tempos? Que nem quando a minha mãe era viva e a vida soava a festa. Eu sou da idade em que os senhores usavam chapéu. No cinema era um horror, nós a querermos ver os amores e a elegância a turvar-nos a vista. As senhoras falavam francês, tocavam piano. Oh, era maravilhoso! Eu vi a Ginger Rogers na Broadway, o Aznavour no Moulin Rouge, a miséria da União Soviética e a fiesta de Madrid...
São quase duas da manhã e os carros não param de lhe apitar. Nem eu de lhes acenar. Só fico triste quando o movimento acaba.
Desde quando este passeio é a sua casa? Venho para a Praça Duque de Saldanha, desde que fiquei nas mãos de não ter ninguém. Nasci aqui perto, na casa da minha avó. Um palacete tão bonito, que o Calouste Gulbenkian quis comprá-lo - parece que não queria morrer no Hotel Avis.
Vê-se que foi um menino rico. Sou filho de gente abastada, nunca trabalhei nem entrei numa cozinha...
Diz isso com um certo embaraço. Sou preguiçoso para tudo, menos para dizer adeus a quem por aqui passa. Enfim, nada dura para sempre, é fortuna que já lá vai. A vida dá estranhas voltas, o meu destino é acenar a quem me cumprimenta. Estou sujeito a que me chamem maluco, mas não me importo. Da minha solidão, sei eu.
Está aqui todas as noites como quem pica o ponto no emprego. É a minha missão. Quer ouvir a história? Começou por acaso... Eu andava pela rua, a espantar a madrugada, e as pessoas começaram a acenar-me. Respondi, correspondi – agora, é a minha vida. Tenho um pouco de vampiro - à noite não durmo, vagueio. Quando passa um carro antigo, lembro-me do meu pai. No tempo em que os carros eram raro luxo, ele tinha um Dodge muito chique. Ainda bem que então eu era novo. Se fosse velho, seria triste – sem carros, a quem acenaria?
Quem lhe buzina mais? Toda a gente. Antes, a grande diferença era entre Verão e Inverno, agora estamos na estação da crise. As pessoas rendem-se à bolsa vazia, ficam mais em casa.
O mundo tem mudado bastante? É uma coisa fantástica! Até no cinema, que trocou a pieguice pela tecnologia. Oh, o que chorei a ver “E Tudo o Vento Levou”! Eu vivi os grandes momentos do século passado: o lançamento da bomba atómica, a queda do muro de Berlim, a ida do homem à lua.
Viu pela televisão? Houve quem duvidasse, eu acreditei logo. Mas estou decepcionado, dizia-se que em 2000 já haveria viagens interplanetárias. Tenho fintado a morte, mas começo a acreditar que é viagem que só farei de pálpebras cerradas e imaginação aberta.
Iria acenar para Marte? Se lá houvesse carros, pessoas com quem comunicar e essa senhora malvada, que dá pela graça de solidão.”
Entrevista de Ana Sofia Fonseca para a revista “Única”, do jornal “Expresso” (21/03/08)
30 de outubro de 2009
24 de outubro de 2009
23 de outubro de 2009
18 de outubro de 2009
13 de outubro de 2009
Wiersze w metrze
No metro de Varsóvia, entre túneis escuros e carruagens cheias de gente, as estações são agora maiores. Excertos de poesia europeia contemporânea partilhada com polacos. E turistas poliglotas.
Escreve-se em português…
Do lado de cá, acrescento o poemo por inteiro:
“Gruas no cais descarregam mercadorias e eu amo-te.
Homens isolados caminham nas avenidas e eu amo-te.
Silêncios eléctricos faíscam dentro das máquinas e eu amo-te.
Destruição contra o caos, destruição contra o caos, e eu amo-te.
Reflexos de corpos desfiguram-se nas montras e eu amo-te.
Envelhecem anos no esquecimento dos armazéns e eu amo-te.
Toda a cidade se destina à noite e eu amo-te.”
in Gaveta de Papéis
9 de outubro de 2009
18 horas e alguns minutos…
… foi o tempo que passou entre sair de Lisboa, entrar na auto-estrada, parar na bomba de gasolina de Vila Velha de Ródão, agarrar no volante algures perto da Guarda, atravessar Vilar Formoso, revirar os olhos com sono, chegar a Salamanca, perder-me em Salamanca, encontrar-me em Salamanca, fazer o check-in, subir ao quarto, não ter luz no quarto, descer à recepção, constatar que não sou grande expert no que toca a hóteis, subir novamente, deitar-me, olhar para o relógio e pensar que o tempo devia esticar, adormecer, acordar duas horas e cinquenta minutos depois, tomar um duche, descer para o pequeno-almoço, fazer o check out, ver a Universidade ao longe, admirar os prédios ao longe, correr para o Palácio de Congressos, conhecer pessoas, assistir ao Encontro, bater palmas, preparar para o regresso, voltar ao carro, almoçar em Vilar Formoso, adormecer na A23, adormecer na A23, parar na bomba, comprar Maltesers, adormecer na A23, adormecer na A1, ouvir na rádio que o Obama ganhou o Nobel da Paz, fechar os olhos, cabeça cai para a frente, cabeça encosta para trás, chegar a Lisboa, sentir cada vez mais quente e meter as chaves na porta de casa…
6 de outubro de 2009
5 de outubro de 2009
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