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23 de dezembro de 2009

A descer uma montanha... ou a Serra de Sintra

















Falling down a mountain no Centro Cultural Olga Cadaval.
Note to myself: schedule the night of February 5th

10 de dezembro de 2009

Dia Internacional dos Direitos Humanos


"Chase the Tear" by Portishead

Para a Amnestia Internacional

Download em http://www.amnesty.org.uk/content.asp?CategoryID=11755

1 de dezembro de 2009

aMUSEd

Blitz

I won't stand in your way 
Let your hatred grow 
And she'll scream and she'll shout 
And she'll pray 
And she had a name 
Yeah she had a name 
I won't hold you back 
Let your anger rise 
And we'll fly and we'll fall and we'll burn 
No one will recall, no one will recall 
This is the last time I'll abandon you 
And this is 
The last time I'll forget you 
I wish I could 
Look to the stars 
Let hope burn in your eyes 
And we'll love and we'll hate 
And we'll die 
All to no avail, all to no avail 
This is the last time I'll abandon you 
And this is 
The last time I'll forget you 
I wish I could

18 de novembro de 2009

It’s a…



G

       I

    R

           L

      !

   !
                   
        !

8 de novembro de 2009

“Dá pela graça de solidão”

Saldanha2
O Senhor do Adeus. João Manuel Serra. 78 anos.
Tudo isto é solidão? Essa senhora é uma malvada, que me persegue por entre as paredes vazias de casa. Para lhe escapar, venho para aqui. Acenar é a minha forma de comunicar, de sentir gente.
Como noutros tempos? Que nem quando a minha mãe era viva e a vida soava a festa. Eu sou da idade em que os senhores usavam chapéu. No cinema era um horror, nós a querermos ver os amores e a elegância a turvar-nos a vista. As senhoras falavam francês, tocavam piano. Oh, era maravilhoso! Eu vi a Ginger Rogers na Broadway, o Aznavour no Moulin Rouge, a miséria da União Soviética e a fiesta de Madrid...
São quase duas da manhã e os carros não param de lhe apitar. Nem eu de lhes acenar. Só fico triste quando o movimento acaba.
Desde quando este passeio é a sua casa? Venho para a Praça Duque de Saldanha, desde que fiquei nas mãos de não ter ninguém. Nasci aqui perto, na casa da minha avó. Um palacete tão bonito, que o Calouste Gulbenkian quis comprá-lo - parece que não queria morrer no Hotel Avis.
Vê-se que foi um menino rico. Sou filho de gente abastada, nunca trabalhei nem entrei numa cozinha...
Diz isso com um certo embaraço. Sou preguiçoso para tudo, menos para dizer adeus a quem por aqui passa. Enfim, nada dura para sempre, é fortuna que já lá vai. A vida dá estranhas voltas, o meu destino é acenar a quem me cumprimenta. Estou sujeito a que me chamem maluco, mas não me importo. Da minha solidão, sei eu.
Está aqui todas as noites como quem pica o ponto no emprego. É a minha missão. Quer ouvir a história? Começou por acaso... Eu andava pela rua, a espantar a madrugada, e as pessoas começaram a acenar-me. Respondi, correspondi – agora, é a minha vida. Tenho um pouco de vampiro - à noite não durmo, vagueio. Quando passa um carro antigo, lembro-me do meu pai. No tempo em que os carros eram raro luxo, ele tinha um Dodge muito chique. Ainda bem que então eu era novo. Se fosse velho, seria triste – sem carros, a quem acenaria?
Quem lhe buzina mais? Toda a gente. Antes, a grande diferença era entre Verão e Inverno, agora estamos na estação da crise. As pessoas rendem-se à bolsa vazia, ficam mais em casa.
O mundo tem mudado bastante? É uma coisa fantástica! Até no cinema, que trocou a pieguice pela tecnologia. Oh, o que chorei a ver “E Tudo o Vento Levou”! Eu vivi os grandes momentos do século passado: o lançamento da bomba atómica, a queda do muro de Berlim, a ida do homem à lua.
Viu pela televisão? Houve quem duvidasse, eu acreditei logo. Mas estou decepcionado, dizia-se que em 2000 já haveria viagens interplanetárias. Tenho fintado a morte, mas começo a acreditar que é viagem que só farei de pálpebras cerradas e imaginação aberta.
Iria acenar para Marte? Se lá houvesse carros, pessoas com quem comunicar e essa senhora malvada, que dá pela graça de solidão.”
Entrevista de Ana Sofia Fonseca para a revista “Única”, do jornal “Expresso” (21/03/08)

30 de outubro de 2009

13 de outubro de 2009

Wiersze w metrze

No metro de Varsóvia, entre túneis escuros e carruagens cheias de gente, as estações são agora maiores. Excertos de poesia europeia contemporânea partilhada com polacos. E turistas poliglotas.
Escreve-se em português…

poetry

Do lado de cá, acrescento o poemo por inteiro:


“Gruas no cais descarregam mercadorias e eu amo-te. 
Homens isolados caminham nas avenidas e eu amo-te. 
Silêncios eléctricos faíscam dentro das máquinas e eu amo-te. 
Destruição contra o caos, destruição contra o caos, e eu amo-te. 
Reflexos de corpos desfiguram-se nas montras e eu amo-te. 
Envelhecem anos no esquecimento dos armazéns e eu amo-te. 
Toda a cidade se destina à noite e eu amo-te.”


in Gaveta de Papéis