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3 de maio de 2014


há amores e há amores maiores. que se colam à pele e ao movimento. que permanecem para lá das rotinas e dos afazeres. amores que se cruzam num caminho e que, deliberadamente, escolhemos para a vida. conscientes de que seremos melhores numa soma. há amores que nos deixam tranquilos porque sabem o seu lugar. ficam. e ficam. sabendo que é um privilégio a sua existência. cheers*

3 de agosto de 2013

love is a place

love is a place
& through this place of
love move
(with brightness of peace)
all places

yes is a world
& in this world of
yes live
(skilfully curled)
all worlds

| e.e.cummings |

20 de março de 2012


Spring is like a perhaps hand 
(which comes carefully 
out of Nowhere)arranging 
a window,into which people look(while 
people stare
arranging and changing placing 
carefully there a strange 
thing and a known thing here)and

changing everything carefully

spring is like a perhaps 
Hand in a window 
(carefully to 
and fro moving New and 
Old things,while 
people stare carefully 
moving a perhaps 
fraction of flower here placing 
an inch of air there)and

without breaking anything.

| e.e.cummings |

11 de setembro de 2011

supondo que sonhei isto)
imagina só, quando o dia estremece
tu és uma casa em torno da qual
eu sou um vento-

as tuas paredes não se aperceberão de como
estranhamente a minha vida é curva
já que o melhor que se pode fazer
é espreitar pelas janelas, inobservado

-ouve, pois (acima de todas
as coisas)o sonho não se deixa enganar;
se este vento que eu sou ronda
cuidadosamente em torno desta casa que és tu

o amor sendo assim, ou assim,
as habituais esquinas do teu coração
nunca adivinharão o quanto
o meu maravilhoso ciúme é negro

se a luz florir:
ou o riso cintilar na
casa fechada (em torno e em torno
da qual um pobre vento vai vaguear

| e.e. cummings |

26 de março de 2011

sussurrante


nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além 
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: 
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, 
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto


teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra 
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar 
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre 
(tocando subtilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa


ou se quiseres me ver fechado, eu e 
minha vida nos fecharemos belamente, de repente, 
assim como o coração desta flor imagina 
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;


nada que eu possa perceber neste universo iguala 
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura 
compele-me com a cor de seus continentes, 
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira


(não sei dizer o que há em ti que fecha 
e abre; só uma parte de mim compreende que a 
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) 
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas


| e.e.cummings |

13 de setembro de 2010


eu transporto o teu coração comigo 
(transporto-o no meu coração) 
nunca estou sem ele 
(para qualquer lado que vá,querida; 
e tudo o que faço apenas através de mim 
és tu quem o está fazendo, minha querida) 
não temo o destino(pois tu és o meu destino, meu doce) 
dispenso o mundo(porque linda tu és o meu mundo, a minha verdade) 
e és tu tudo aquilo que uma lua alguma vez significou 
e qualquer coisa que um sol cante perenemente és tu 


eis o segredo mais profundo que ninguém conhece 
(aqui está a raiz da raiz e o botão da flor do botão da flor 
e o céu do céu de uma árvore chamada vida; 
que cresce mais alto do que a alma pode aspirar ou a mente esconder) 
e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas 

eu transporto o teu coração(eu transporto-o no meu coração)
| e. e. cummings traduzido por Angel |
Obrigada*