6 de outubro de 2010
Lugar ou espaço que se estende
Hoje vi os teus olhos com asas. O teu olhar voou para longe e com ele a tua voz. Parada diante ti, de sorriso esforçado por saber que não me vês, não me vês. A tua realidade não é a minha e por isso não lhe pertenço. Das memórias não há vestígio. Desapareci. Mesmo ao teu lado. Serei sempre tua.
4 de outubro de 2010
27 de setembro de 2010
25 de setembro de 2010
17 de setembro de 2010
16 de setembro de 2010
13 de setembro de 2010
eu transporto o teu coração comigo
(transporto-o no meu coração)
nunca estou sem ele
(para qualquer lado que vá,querida;
e tudo o que faço apenas através de mim
és tu quem o está fazendo, minha querida)
não temo o destino(pois tu és o meu destino, meu doce)
dispenso o mundo(porque linda tu és o meu mundo, a minha verdade)
e és tu tudo aquilo que uma lua alguma vez significou
e qualquer coisa que um sol cante perenemente és tu
eis o segredo mais profundo que ninguém conhece
(aqui está a raiz da raiz e o botão da flor do botão da flor
e o céu do céu de uma árvore chamada vida;
que cresce mais alto do que a alma pode aspirar ou a mente esconder)
e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas
eu transporto o teu coração(eu transporto-o no meu coração)
| e. e. cummings traduzido por Angel |
Obrigada*
12 de setembro de 2010
11 de setembro de 2010
ontem. começo. hoje.
“(..) Sentados sobre as camas de ferro dos seus quartos, lembraram-se:
encontrámo-nos. Naquele dia, perante a imagem verdadeira um do outro, sentiram: encontramo-nos.
No rosto dele, a esperança. No rosto dela, ainda mais esperança. Encontramo-nos. Encontrámo-nos. Encontraram-se. Foi ele que caminhou a distância pequena que ainda os separava. Foi ele que estendeu os braços. Ela baixou o olhar entre o seu corpo imóvel e a terra. Os braços dele sem uso. As palavras formaram-se dentro dela. As palavras aproximaram-se dos seus lábios. No silêncio, entre os seus rostos as palavras existiram e foram um eclipse (...)”
| José Luís Peixoto, excerto de "Ao adormecermos eternamente" em Antídoto |
9 de setembro de 2010
4 de setembro de 2010
2 de setembro de 2010
Estranho é o sono que não te devolve
Estranho é o sono que não te devolve.
Como é estrangeiro o sossego
de quem não espera recado.
Essa sombra como é a alma
de quem já só por dentro se ilumina
e surpreende
e por fora é
apenas peso de ser tarde. Como é
amargo não poder guardar-te
em chão mais próximo do coração.
| Daniel Faria |
30 de agosto de 2010
17 de agosto de 2010
16 de agosto de 2010
11 de agosto de 2010
8 de agosto de 2010
Factos
Agora digo eu que 1976 foi uma boa colheita. De vinhos não percebo, mas de amigos sei do que falo.
[esta está na lista dos 100 hits de 1976. E os Beatles lá sabem...]
7 de agosto de 2010
4 de agosto de 2010
3 de agosto de 2010
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