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31 de maio de 2011

"Life is 10% what happens to you and 90% how you react to it."

| Charles R. Swindoll |

11 de maio de 2011

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

| Fernando Pessoa |

10 de maio de 2011

19 de abril de 2011

explicação da eternidade

devagar, o tempo transforma tudo em tempo.
o ódio transforma-se em tempo, o amor
transforma-se em tempo, a dor transforma-se
em tempo.

os assuntos que julgámos mais profundos,
mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis,
transformam-se devagar em tempo.

por si só, o tempo não é nada.
a idade de nada é nada.
a eternidade não existe.
no entanto, a eternidade existe.


os instantes dos teus olhos parados sobre mim eram eternos.
os instantes do teu sorriso eram eternos.
os instantes do teu corpo de luz eram eternos.


foste eterna até ao fim.



| «A Casa, A Escuridão», José Luís Peixoto |

5 de abril de 2011

volto já

agora estou nas partidas. corro para o balcão de check-in e digo "sem bagagem de porão". sigo depois lentamente para a porta de embarque e entro no avião. para qualquer lado. só quero fumar um cigarro lá. ou mil.

31 de março de 2011

29 de março de 2011

eternal__of__spotless__

Your softly spoken words
Release my whole desire
Undenied
Totally

And so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong

Beneath your tender touch
My senses can't divide
Ohh so strong
My desire

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong

Now that I've found you
And seen behind those eyes
How can I
Carry on

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong
Belong
Belong
Belong

| Undenied, Portishead |

26 de março de 2011

sussurrante


nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além 
de qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: 
no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, 
ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto


teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra 
embora eu tenha me fechado como dedos, nalgum lugar 
me abres sempre pétala por pétala como a Primavera abre 
(tocando subtilmente, misteriosamente) a sua primeira rosa


ou se quiseres me ver fechado, eu e 
minha vida nos fecharemos belamente, de repente, 
assim como o coração desta flor imagina 
a neve cuidadosamente descendo em toda a parte;


nada que eu possa perceber neste universo iguala 
o poder de tua imensa fragilidade:cuja textura 
compele-me com a cor de seus continentes, 
restituindo a morte e o sempre cada vez que respira


(não sei dizer o que há em ti que fecha 
e abre; só uma parte de mim compreende que a 
voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) 
ninguém, nem mesmo a chuva,tem mãos tão pequenas


| e.e.cummings |