nos últimos dias consegui dizer-te repetidamente o quanto te amava. que tinhas os olhos verdes mais bonitos do mundo. que admirava a tua força. que acreditava na tua vontade. que queria ser como tu quando crescesse. que podias partir.
pedia-te para me sorrires mas só raramente o fazias quando me vias chegar. em troca, contava-te histórias num ritmo cadenciado que acompanhava a tua respiração. deitada ao teu lado, as costas das minhas mãos colavam-se ao rosto que já não era teu. dizia-te que podias partir, mas não te podia largar.
por fim, os teus olhos verdes não seguiram o meu olhar contido. não vi a despedida. voltei a dizer que gostava muito de ti. gosto muito de ti. foste tanto.
e agora fico assim. relutante em chorar a tua morte porque serás sempre a pessoa com mais vida que conheço.
25 de janeiro de 2011
13 de janeiro de 2011
it's been a long time, long time
Well it's been a long time, long time now
since I've seen you smile
and I'll gamble away my fright
and I'll gamble away my time
and in a year, a year or so
this will slip into the sea
well it's been a long time, long time now
since I've seen you smile
nobody raise their voices
just another night to mourn to
nobody raise their voices
just another night to mourn to
5 de janeiro de 2011
i'll get by with a little breath from my friends
Between two lungs it was released
The breath that carried me
The sigh that blew me forward
Because it was trapped
Trapped between two lungs
It was trapped between two lungs
It was trapped between two lungs
And my running feet could fly
Each breath screaming
"We are all too young to die!"
Between two lungs it was released
The breath that passed from you to me
That flew between us as we slept
That slipped from your mouth into mine
It crept between two lungs
It was released
The breath that passed from you to me
That flew between us as we slept
That slipped from your mouth into mine
It crept
Because it was trapped
Tapped between two lungs
It was trapped between two lungs
Now all the days of begging
The days of theft
No more gasping for a breath
The air has filled me head-to-toe
And I can see the ground far below
I have this breath and I hold it tight
And I keep it in my chest with all my might
I pray to god this breath will last
As it pushes past my lips
As I...
Between two lungs it was released
The breath that passed from you to me
30 de dezembro de 2010
26 de dezembro de 2010
o mergulho de regresso
queria dizer que eu te amo
mas sinto sempre que eu só te chamo
e o que sobra são só saudades
estão na caixa das mensagens
no mergulho de regresso das imagens
que me levam e me trazem por momentos
até nós
16 de dezembro de 2010
12 de dezembro de 2010
4 de dezembro de 2010
Tokio mood
Charlotte: I just don't know what I'm supposed to be.
Bob: You'll figure that out. The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you.
2 de dezembro de 2010
23 de novembro de 2010
17 de novembro de 2010
11 de novembro de 2010
Loucos e Santos!
Escolho os meus amigos não pela cor da pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila dos olhos. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espíritos, nem os maus de hábitos. Fico com os que fazem de mim louco e santo. Deles não quero respostas, quero o meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isto só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só ombros e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim metade bobeira metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, e lutem para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero os de metade infância e outra metade velhice! Crianças para que não esqueçam o valor do vento no nosso rosto; e velhos para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois, vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
| Oscar Wilde |
2 de novembro de 2010
1 de novembro de 2010
30 de outubro de 2010
22 de outubro de 2010
20 de outubro de 2010
6 de outubro de 2010
Lugar ou espaço que se estende
Hoje vi os teus olhos com asas. O teu olhar voou para longe e com ele a tua voz. Parada diante ti, de sorriso esforçado por saber que não me vês, não me vês. A tua realidade não é a minha e por isso não lhe pertenço. Das memórias não há vestígio. Desapareci. Mesmo ao teu lado. Serei sempre tua.
4 de outubro de 2010
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