nos últimos dias consegui dizer-te repetidamente o quanto te amava. que tinhas os olhos verdes mais bonitos do mundo. que admirava a tua força. que acreditava na tua vontade. que queria ser como tu quando crescesse. que podias partir.
pedia-te para me sorrires mas só raramente o fazias quando me vias chegar. em troca, contava-te histórias num ritmo cadenciado que acompanhava a tua respiração. deitada ao teu lado, as costas das minhas mãos colavam-se ao rosto que já não era teu. dizia-te que podias partir, mas não te podia largar.
por fim, os teus olhos verdes não seguiram o meu olhar contido. não vi a despedida. voltei a dizer que gostava muito de ti. gosto muito de ti. foste tanto.
e agora fico assim. relutante em chorar a tua morte porque serás sempre a pessoa com mais vida que conheço.
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25 de janeiro de 2011
16 de dezembro de 2010
6 de outubro de 2010
Lugar ou espaço que se estende
Hoje vi os teus olhos com asas. O teu olhar voou para longe e com ele a tua voz. Parada diante ti, de sorriso esforçado por saber que não me vês, não me vês. A tua realidade não é a minha e por isso não lhe pertenço. Das memórias não há vestígio. Desapareci. Mesmo ao teu lado. Serei sempre tua.
30 de agosto de 2010
17 de agosto de 2010
16 de agosto de 2010
8 de agosto de 2010
Factos
Agora digo eu que 1976 foi uma boa colheita. De vinhos não percebo, mas de amigos sei do que falo.
[esta está na lista dos 100 hits de 1976. E os Beatles lá sabem...]
3 de agosto de 2010
4 de julho de 2010
Railroads
Um mês parece tanto tempo…! Para mim, que fico cá à tua espera, resta-me imaginar-te nos sítios onde já estive e naqueles que nunca visitei (tarefa mais complicada, mas mais desafiante…). Vais adorar esta aventura e, posso garantir-te, ela irá viver contigo para sempre!
La cité des lumières tem os pontos turísticos mais famosos do mundo e, por isso, nada do que te diga será novidade! Sobe as escadas até ao Sacre Couer e, entre as cotoveladas dos turistas, ficas com Paris aos teus pés. Nas ruas de Montmatre vês boinas e pincéis, e não vais resistir a guardar a imagem através da lente. A caminho do Arc de Triomphe, faz o mesmo bem no meio da rua… mas cuidado com os carros! E atreve-te a percorrer os 250 degraus que te levam, verdadeiramente, ao Triunfo! Depois, e se não te importares de esperar algumas horas na fila, podes subir ainda mais alto: à Torre Eiffel, pois claro! A Notre Dame e o Louvre são paragens obrigatórias… Mas não deixes de lado o Jardin des Tuileries…
Quando chegares à cidade da Luz Vermelha, eis o que tens de fazer em primeiro lugar: apanhar um barco e deixar-te levar pelos canais. A pé, vais encontrar muitos, mas muitos sítios que te vão ficar gravados na memória. A casa de Anne Frank vale pela história que vive naquelas paredes. E o Vondelpark pela multiculturalidade! Habla español? Sprichst du deutsch? Parla italiano? Não percas o Museu Van Gogh e passa pelo prédio mais estreito da cidade! Desafio: coloca-te em frente à porta e abre os braços. Será possível?? Entra numa coffeeshop e vê (vê apenas, hein?) os menus… E na rua, tem cuidado com as bicicletas que (acham que) têm prioridade sobre tudo e todos em qualquer lado! Se não os conseguires vencer, junta-te a eles e aluga uma!
Na “minha” cidade, começa pela Praça Venceslau e ao meio-dia posiciona-te em frente ao relógio astronómico, que fica na Torre Gótica da Câmara Municipal. Dirige-te à Ponte Karlov e… respira a outra margem! Apanha o funicular até Petrin e, lá no cimo, tira uma foto à estátua (vais saber qual é…) – depois quero uma cópia! Nos Jardins Reais do Palácio também não te vão faltar imagens que de certeza quererás guardar… e não deixes de ir ao Bairro de Novy Svêt! Cá em baixo, procura com afinco os Jardins de Vrtba. Atenção: a entrada é muito escondida! Tens de saber ao que vais! E visita também as ilhas do rio Vltava. Ah! E não te esqueças de ver o Mural de homenagem ao John Lennon… Vai também ao Bairro Judeu, às sinagogas, ao cemitério… Ao Café Franz Kafka. E vai ali, ali, ali, ali, ali…
Vais ficar em Buda ou em Peste? Fiques onde ficares, tens de conhecer os dois lados da cidade! Peste é mais medieval e, sem dúvida, a minha preferida. Must do: distrito do Castelo, Igreja Mathias e o Bastião dos Pescadores (Fishermen’s Bastion). Se não tiveres medo de ficar com os pés amassados (embora ache que nesta altura já não vai haver muito a fazer…), sobe à Citadela… Gellert Hill será, sem dúvida, a melhor imagem panorâmica que vais encontrar. Do outro lado do rio, passa pelo Parlamento e pela Ópera, entra na Basílica de St. Stephen e espreita o Museu de Belas Artes, por entre as coluna de Heroe’s Square!
Em Viena, vais ficar maravilhada (se as obras já tiverem acabado!) com a Catedral St Stephen's e com o imponente Palácio Imperial. No Volksgarten senta-te num banco do jardim e aprecia o mar de cores! Não deixes também de ler os (curiosos) nomes das flores. Num fim de tarde, percorre as margens do Danúbio… E, se quiseres sentir-te personagem “daquele” filme, vai ao Prater e roda com a Roda Gigante! Para uma paragem verdadeiramente cultural, entra na casa do Freud e vê o mais famoso divã! Passa também na zona das Universidades e almoça num dos restaurantes da zona. O Palácio Schorbrunn é outro dos que tens de marcar no mapa!… E não fiques admirada se, de vez em quando, vires uma placa num prédio a dizer “Aqui Mozart fez…” muita coisa!!!
Rodeada de água, já sabes que só tens uma coisa a fazer: apanhar uma gôndola! Ou, para bolsos menos fundos, o Vaporetto! Passa por baixo da Ponte dos Suspiros e imagina as histórias por detrás dos prédios batidos pelo sol. Vai à Praça de São Marcos e, sentada numa esplanada, observa os turistas! Perde-te nas ruas e ruelas, vê as fachadas dos inúmeros palacetes e caminha sobre Pontes…
Conselhos:
- No comboio, dorme com um olho aberto e outro fechado… e bem agarrada à mochila :-)
- À chegada a cada cidade, vai a um posto turístico e pede o mapa. Marca os locais onde queres ir e planeia cada dia, para conseguires ver tudo!
- Anda muuuuuito a pé… Sempre que puderes, evita os transportes públicos. Pode parecer uma frase feita, mas é verdadeiramente a melhor forma de conhecer os sítios…
- Quando andares de autocarro, vai atenta… para não deixares passar a tua paragem! São raros os transportes que dizem “Próxima paragem: Avenida”!
- Cuidado com o que dizes… em cada canto há um português!
- Anda com um pacote de açucar na mala: se a fraqueza atacar, ataca na fraqueza!
- A mais importante peça de roupa: o calçado! E um casaco, vá…
Pedidos:
- Não durmas nas estações de comboio!
- Tira muitas, muitas fotografias!
- … rouba um dia a Budapeste e VAI a Salzburgo… Deixa a cidade fazer parte desta aventura! É Mágica…
- Telefona de vez em quando…
- At last, but not the least: Lay back… and enjoy the ride…!
P.S. - Tópicos. Notas. Apontamentos. Este é apenas um esboço… Um breve resumo do mundo que encontrei com um bilhete de comboio na mão e que não consigo descrever ao pormenor. Há mais… Muito mais que isto! E eu vou poder vê-lo pelos teus olhos. Ainda não foste e já estou desejosa que voltes!
Secretamente, ou descaradamente, só queria ir contigo!…*
La cité des lumières tem os pontos turísticos mais famosos do mundo e, por isso, nada do que te diga será novidade! Sobe as escadas até ao Sacre Couer e, entre as cotoveladas dos turistas, ficas com Paris aos teus pés. Nas ruas de Montmatre vês boinas e pincéis, e não vais resistir a guardar a imagem através da lente. A caminho do Arc de Triomphe, faz o mesmo bem no meio da rua… mas cuidado com os carros! E atreve-te a percorrer os 250 degraus que te levam, verdadeiramente, ao Triunfo! Depois, e se não te importares de esperar algumas horas na fila, podes subir ainda mais alto: à Torre Eiffel, pois claro! A Notre Dame e o Louvre são paragens obrigatórias… Mas não deixes de lado o Jardin des Tuileries…
Quando chegares à cidade da Luz Vermelha, eis o que tens de fazer em primeiro lugar: apanhar um barco e deixar-te levar pelos canais. A pé, vais encontrar muitos, mas muitos sítios que te vão ficar gravados na memória. A casa de Anne Frank vale pela história que vive naquelas paredes. E o Vondelpark pela multiculturalidade! Habla español? Sprichst du deutsch? Parla italiano? Não percas o Museu Van Gogh e passa pelo prédio mais estreito da cidade! Desafio: coloca-te em frente à porta e abre os braços. Será possível?? Entra numa coffeeshop e vê (vê apenas, hein?) os menus… E na rua, tem cuidado com as bicicletas que (acham que) têm prioridade sobre tudo e todos em qualquer lado! Se não os conseguires vencer, junta-te a eles e aluga uma!
Na “minha” cidade, começa pela Praça Venceslau e ao meio-dia posiciona-te em frente ao relógio astronómico, que fica na Torre Gótica da Câmara Municipal. Dirige-te à Ponte Karlov e… respira a outra margem! Apanha o funicular até Petrin e, lá no cimo, tira uma foto à estátua (vais saber qual é…) – depois quero uma cópia! Nos Jardins Reais do Palácio também não te vão faltar imagens que de certeza quererás guardar… e não deixes de ir ao Bairro de Novy Svêt! Cá em baixo, procura com afinco os Jardins de Vrtba. Atenção: a entrada é muito escondida! Tens de saber ao que vais! E visita também as ilhas do rio Vltava. Ah! E não te esqueças de ver o Mural de homenagem ao John Lennon… Vai também ao Bairro Judeu, às sinagogas, ao cemitério… Ao Café Franz Kafka. E vai ali, ali, ali, ali, ali…
Vais ficar em Buda ou em Peste? Fiques onde ficares, tens de conhecer os dois lados da cidade! Peste é mais medieval e, sem dúvida, a minha preferida. Must do: distrito do Castelo, Igreja Mathias e o Bastião dos Pescadores (Fishermen’s Bastion). Se não tiveres medo de ficar com os pés amassados (embora ache que nesta altura já não vai haver muito a fazer…), sobe à Citadela… Gellert Hill será, sem dúvida, a melhor imagem panorâmica que vais encontrar. Do outro lado do rio, passa pelo Parlamento e pela Ópera, entra na Basílica de St. Stephen e espreita o Museu de Belas Artes, por entre as coluna de Heroe’s Square!
Em Viena, vais ficar maravilhada (se as obras já tiverem acabado!) com a Catedral St Stephen's e com o imponente Palácio Imperial. No Volksgarten senta-te num banco do jardim e aprecia o mar de cores! Não deixes também de ler os (curiosos) nomes das flores. Num fim de tarde, percorre as margens do Danúbio… E, se quiseres sentir-te personagem “daquele” filme, vai ao Prater e roda com a Roda Gigante! Para uma paragem verdadeiramente cultural, entra na casa do Freud e vê o mais famoso divã! Passa também na zona das Universidades e almoça num dos restaurantes da zona. O Palácio Schorbrunn é outro dos que tens de marcar no mapa!… E não fiques admirada se, de vez em quando, vires uma placa num prédio a dizer “Aqui Mozart fez…” muita coisa!!!
Rodeada de água, já sabes que só tens uma coisa a fazer: apanhar uma gôndola! Ou, para bolsos menos fundos, o Vaporetto! Passa por baixo da Ponte dos Suspiros e imagina as histórias por detrás dos prédios batidos pelo sol. Vai à Praça de São Marcos e, sentada numa esplanada, observa os turistas! Perde-te nas ruas e ruelas, vê as fachadas dos inúmeros palacetes e caminha sobre Pontes…
Conselhos:
- No comboio, dorme com um olho aberto e outro fechado… e bem agarrada à mochila :-)
- À chegada a cada cidade, vai a um posto turístico e pede o mapa. Marca os locais onde queres ir e planeia cada dia, para conseguires ver tudo!
- Anda muuuuuito a pé… Sempre que puderes, evita os transportes públicos. Pode parecer uma frase feita, mas é verdadeiramente a melhor forma de conhecer os sítios…
- Quando andares de autocarro, vai atenta… para não deixares passar a tua paragem! São raros os transportes que dizem “Próxima paragem: Avenida”!
- Cuidado com o que dizes… em cada canto há um português!
- Anda com um pacote de açucar na mala: se a fraqueza atacar, ataca na fraqueza!
- A mais importante peça de roupa: o calçado! E um casaco, vá…
Pedidos:
- Não durmas nas estações de comboio!
- Tira muitas, muitas fotografias!
- … rouba um dia a Budapeste e VAI a Salzburgo… Deixa a cidade fazer parte desta aventura! É Mágica…
- Telefona de vez em quando…
- At last, but not the least: Lay back… and enjoy the ride…!
P.S. - Tópicos. Notas. Apontamentos. Este é apenas um esboço… Um breve resumo do mundo que encontrei com um bilhete de comboio na mão e que não consigo descrever ao pormenor. Há mais… Muito mais que isto! E eu vou poder vê-lo pelos teus olhos. Ainda não foste e já estou desejosa que voltes!
Secretamente, ou descaradamente, só queria ir contigo!…*
19 de junho de 2010
14 de junho de 2010
13 de abril de 2010
31 de março de 2010
ti.
Silêncio. Nada. Mais silêncio. Oiço a respiração e a confissão de culpa. O corpo cedeu. Um pé em frente ao outro em frente ao outro em frente ao outro, fizeram o caminho a tracejado. O balão aparece desenhado como núvem e diz em surdina “não quero pensar em nada”. Silêncio. As palavras perdem-se na linha. Até que se grita e tudo fica grave. Ainda mais sério. Penso em quebrar o tempo, e regressar apenas quando tiver amontoado todas as partículas visíveis e invisíveis de
27 de fevereiro de 2010
Ângulos
Às vezes encosto os nós dos dedos da mão à bochecha. Outras, apoio o queixo no polegar e empurro os lábios com o indicador. Há outras ainda em que o nariz, os lábios e o queixo descansam nas mãos que se encaixam milimetricamente. Os olhos semi-cerrados. É sempre fim de tarde.
1 de fevereiro de 2010
10 de janeiro de 2010
My friends
Oh, it's such a perfect day
I'm glad I spend it with you
Oh, such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
1 de janeiro de 2010
12 de dezembro de 2009
18 de novembro de 2009
9 de outubro de 2009
18 horas e alguns minutos…
… foi o tempo que passou entre sair de Lisboa, entrar na auto-estrada, parar na bomba de gasolina de Vila Velha de Ródão, agarrar no volante algures perto da Guarda, atravessar Vilar Formoso, revirar os olhos com sono, chegar a Salamanca, perder-me em Salamanca, encontrar-me em Salamanca, fazer o check-in, subir ao quarto, não ter luz no quarto, descer à recepção, constatar que não sou grande expert no que toca a hóteis, subir novamente, deitar-me, olhar para o relógio e pensar que o tempo devia esticar, adormecer, acordar duas horas e cinquenta minutos depois, tomar um duche, descer para o pequeno-almoço, fazer o check out, ver a Universidade ao longe, admirar os prédios ao longe, correr para o Palácio de Congressos, conhecer pessoas, assistir ao Encontro, bater palmas, preparar para o regresso, voltar ao carro, almoçar em Vilar Formoso, adormecer na A23, adormecer na A23, parar na bomba, comprar Maltesers, adormecer na A23, adormecer na A1, ouvir na rádio que o Obama ganhou o Nobel da Paz, fechar os olhos, cabeça cai para a frente, cabeça encosta para trás, chegar a Lisboa, sentir cada vez mais quente e meter as chaves na porta de casa…
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