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14 de abril de 2015

3 de maio de 2014


há amores e há amores maiores. que se colam à pele e ao movimento. que permanecem para lá das rotinas e dos afazeres. amores que se cruzam num caminho e que, deliberadamente, escolhemos para a vida. conscientes de que seremos melhores numa soma. há amores que nos deixam tranquilos porque sabem o seu lugar. ficam. e ficam. sabendo que é um privilégio a sua existência. cheers*

21 de junho de 2013

spin-off da teoria geral das panelas

há escolhas que desenham vidas que desejamos paralelas. repetidamente, os milésimos de segundo que queres mudar desdobram-se em horas e arrastam-se com a tua sombra. andas para a frente com o peso de teres sido invisível. quero gritar-te - és muito mais e a perfeição é um mito. mas continuas sem ouvir. há frases em que te sinto despedaçado. entre um cigarro embriagado e outro (é sempre de noite, já reparaste?), não consigo que as palavras tenham significado. queria dizer-te tanto e o meu discurso é incompetente. dar-te-ia uma fogueira para deixares arder aquele momento e voltares a estar mais perto de ti. acreditas quando te digo que ainda é cedo? o tempo vai fazer com que a mágoa comece a acabar. ainda é cedo. a vida vai acontecer e eu descanso, porque percebi que tu o sabes. e mais tarde vais dizer-me que há alguém com aquela exacta dimensão que te cabe e que tem estado à espera de te encontrar.

6 de junho de 2013

nenhuma palavra tem peso suficiente para te tornar leve. ainda assim, pressiono os caracteres na esperança de que encontres algum conforto. há momentos que se prolongam no infinito e teimam ficar colados à pele. pós de ponto final que tentas sacudir (eu não conto a ninguém que precisas de continuar a transportá-los na tua bagagem). queres arranjar força e dispersar pensamentos. anseias por pousar a cabeça na almofada sem sentir. apenas preciso que não esqueças quem tu és por inteiro. desejo que uma manhã te acorde com a certeza de que há murmúrios de bom dia à tua espera.