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5 de julho de 2013

Yet she likes complications. She wishes she could turn and say: I like people who unbalance me.



| Let the Great World Spin, Colum McCann |

24 de junho de 2013

there are so many fragile things, after all. 


people break so easily, and so do dreams and hearts.

14 de janeiro de 2013


so I wait for you like a lonely house
till you will see me again and live in me.
Till then my windows ache.


| Pablo Neruda, 100 Love Sonnets |

13 de janeiro de 2013


Regresso devagar ao teu sorriso
como quem volta a casa. Faço de conta que
não é nada comigo. Distraído percorro
o caminho familiar da saudade,
pequeninas coisas me prendem,
uma tarde num café, um livro.Devagar
te amo e às vezes depressa,
meu amor, e às vezes faço coisas que não devo,
regresso devagar a tua casa,
compro um livro, entro no
amor como em casa.

| Manuel António Pina |

16 de dezembro de 2012


she wasn't doing a thing that I could see, except standing there, leaning on the balcony railing, holding the universe together

| j.d. salinger |

14 de dezembro de 2012

quando te escrevo tu não foges das minhas páginas.

| pedro paixão, asfixia |

30 de outubro de 2012


 non est ad astra mollis e terris via - there is no easy way from the earth to the stars

| Seneca |

21 de outubro de 2012



and where we love is home,
home that our feet may leave, but not our hearts

| Oliver Wendell Holmes, Homesick In Heaven |

11 de outubro de 2012

Para vermos o azul, olhamos para o céu. A Terra é azul para quem a olha do céu. Azul será uma cor em si, ou uma questão de distância? Ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul.

| clarice lispector |

10 de outubro de 2012

fingir que está tudo bem


fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro
do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir
que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde
os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas
não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão
desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós
olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver
sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de
medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto
dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes:
ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer:
amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um
oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga. 

| josé luís peixoto, a criança em ruínas |